|
Entrevista
com Juan Pablo Montoya:
São
Paulo - Dezembro de 2001
1-Você está pronto para vencer Schumacher?
JUAN
PABLO MONTOYA: Qual deles? (risos)
2-Como é seu relacionamento com Ralf Schumacher?
Somos
companheiros de equipe e temos uma relação boa tecnicamente.
Mas não somos os melhores amigos.
3-Mika Hakkinen deu uma declaração esta semana
dizendo que estava preocupado com sua maneira de guiar
e que o Michael Schumacher deveria ser o encarregado
de tomar conta de você. O que você acha disso?
Não
me considero imprudente. E não sei se Mika disse exatamente
isso ou a imprensa distorceu suas palavras, o que costuma
acontecer. Sou agressivo, sim, e estou ali para competir
e não para passear.
4-Você pensa em conter seu estilo agressivo
de pilotar por conta das críticas que vem recebendo?
Podem
falar o que quiserem mas eu guio como eu quero. Tive
azar em algumas corridas este ano, mas venci uma prova,
fiz pole positions, cheguei ao podium algumas vezes
e fui mais rápido do que o Ralf. Porque mudaria a maneira
de pilotar?
5-Michael Schumachaer é invencível?
Todos
os pilotos são humanos e cometem erros.
6-Os brasileiros ainda têm esperança em ver
o Rubinho vencendo. Você acha que ele está mesmo atrás
do Michael Schumacher ou a equipe dificulta sua evolução?
Michael
Schumacher é rápido mas não é invencível. Sua vantagem
é ter a equipe 100% ao seu lado, o que torna as coisas
muito complicadas para qualquer segundo piloto. Isso
não tem sido uma exclusividade do Rubens.
7-Além de Michael Schumacher, quem mais impressiona
você na F1 hoje?
Michael
é bom mas tem a vantagem de contar com o melhor carro.
Gostei muito do Kimi Raikonen este ano e também do Fernando
Alonso, que teve resultados ótimos levando-se em conta
que guiava uma Minardi.
8-Rubinho é um piloto capaz de ser campeão
mundial?
Creio
que sim. O problema é que ele nunca teve oportunidades
reais de mostrar seu valor.
9-Quem é seu ídolo?
Ayrton
Senna.
10-Como é sua relação com o povo colombiano?
Os
fãs são legais. É incrível saber que nas pistas do mundo
todo as bandeiras colombianas estão lá por minha causa.
Até na Malásia havia colombianos torcendo por mim! Fico
feliz em elevar o nome do meu país internacionalmente.
11-O brasileiro Antonio Pizzonia será piloto
de testes da Williams ano que vem. Como você vê a chegada
de mais um sul-americano à F1?
Vai
ser divertido trabalhar com o Antonio. Ele é um piloto
muito rápido e nos dará um grande apoio principalmente
no início da temporada. Teremos muitos testes em janeiro
e sem um segundo piloto de testes chegaríamos às corridas
acabados.
12-É difícil ser sul-americano na F-1?
Não
é tão difícil quanto parece. Já estou acostumado ao
ambiente e não sinto que sou tratado diferente. Mas
é bom vir à América do Sul também. Gostei do fim-de-semana
que passei em Interlagos e também do circuito.
13-Como foi a adaptação em seu primeiro ano
na F1?
O
mais difícil é aprender a conhecer o carro. Foi o que
mais custei a me adaptar. Todas as partes têm de funcionar
muito bem.
14-Qual deve ser sua dificuldade maior para
2002?
Enfrentar a Ferrari.
15-O que esperar do carro da Williams em 2002?
Tem
de aumentar a confiabilidade. O motor é novo e temos
dado passos muito rápidos e largos.
16-Você acha possível um piloto passar do kart
à F1?
Não.
17-Como você vê a disputa Michelin x Bridgestone?
Acredito
muito no trabalho que vem sendo feito pela Michelin.
Na chuva o pneu está uns 10 segundos mais rápido do
que o Bridgestone, mas a Michelin ainda continuará evoluindo.
Vai ser uma disputa boa.
18-O câmbio automático ajuda o desempenho
do carro?
Se
você aprende a dominar o sistema sem dúvida te ajuda,
mas para isso é preciso ser capaz de tirar o máximo
dele.
19-Você foi nomeado embaixador da ONU. Que
tipo de trabalho você vem desenvolvendo?
É
um trabalho bem divertido e também muito desgastante.
Fazemos um trabalho focado nas crianças e também falamos
de paz. Toda a campanha é voltada para as vítimas da
violência.
Home

|